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Produção valoriza 0,39%, mas MT ainda perde R$ 2,57 mi |
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12 de June de 2009 |
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O maior produtor
nacional de grãos e fibras, Mato Grosso, contabiliza por
mais um mês
consecutivo perdas sobre a estimativa da renda agrícola
neste ano.
Conforme
números divulgados ontem pelo do Ministério da
Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), o Estado terá uma evasão de
divisa de cerca de R$
2,57 bilhões, já que a
produção, a safra 09/10, sinaliza rendimento de
R$ 19,41 bilhões, contra R$ 21,98 bilhões do ano
passado, queda de
11,69%.
As perdas, especialmente em Mato Grosso, têm
relação
direta com a logística precária,
valorização do real, como também, do
alto custo das lavouras.
Os números apresentados pelo Mapa em
maio, já sinalizavam as perdas. Porém, em
relação ao valor total
daquele mês, houve expansão de 0,39% -
valorização -, já que no mês
passado a produção foi estimada em R$ 19,31
bilhões, contra os atuais
R$ 19,41 bilhões de junho.
As perdas estaduais (11,69%)
ficaram muito acima da média Brasil, 3,8%, como
também do Centro-Oeste
que tem estimativa negativa de 10,9%. O recuo no Estado é o
quarto em
valor relativo, já que as maiores perdas estão
previstas para Mato
Grosso Sul (-21%), Paraná (-16,8%), Minas Gerais (-14,9%) e
Mato Grosso
(-11,69%).
O maior produtor nacional, que é altamente atingido
pela falta de infraestrutura, tem apenas a segunda maior renda
estimada. Perde para São Paulo que tem previsão
de contabilizar na
atual temporada agrícola R$ 25,79 bilhões, cifras
2,1% inferiores ao
registrado no ano passado.
A explicação para a liderança na
produção e não na renda
está justamente nas afirmações do
presidente da
Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso
(Aprosoja/MT), Glauber
Silveira.
Os gargalos mato-grossenses não estão somente
ligados à falta de condições das
estradas/rodovias e frete, “falta de
logística quer dizer também estrutura para
armazenagem inadequada,
insuficiente. Atualmente, 27% da produção de soja
de Mato Grosso é
armazenada em caminhões”, revela o presidente da
Aprosoja.
Segundo
a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso
somará nesta
safra 26,98 milhões de toneladas, 4,3% abaixo do total do
ciclo
anterior.
Além disso, o frete é outro componente do custo
de
produção que abocanha a rentabilidade do produtor
e por isso, São
Paulo, consegue obter mais valor sobre a
produção.
“O gasto
com o frete, atualmente em torno de US$ 120 até
Paranaguá, consome 38
sacas de soja, ou seja, temos de colher 38 sacas apenas para custear o
frete, fora os outros gastos com insumos. Isso ao longo de uma safra
tira da economia estadual cerca de US$ 1 bilhão. Se o
produtor
conseguir economizar cerca de US$ 20 em frete por tonelada de soja
escoada, Mato Grosso terá circulando aqui dentro, cerca de
US$ 1 bilhão
a cada safra e ao longo de dez anos, serão US$ 10
bilhões”.
PERDAS
– Para o Brasil a renda agrícola deverá
somar R$ 155,2 bilhões para as
vinte principais lavouras. A estimativa é 3,8% menor em
valores reais
que a obtida em 2008, de R$ 161,39 bilhões. Apesar da renda
deste ano
ser inferior à de 2008, ainda é a segunda maior
desde o início desta
série estatística, que começou em
1997.
Entre os produtos que
apresentam aumento de renda destacam-se a uva (202,7%), cacau (19,7%),
arroz (17,7%) e mandioca (14,6%). Num patamar abaixo destes
encontram-se amendoim (11,1%), cana-de-açúcar
(9,8%), batata inglesa
(8%), laranja (3,1%), e, em nível bastante inferior de
aumento, a
banana, (0,5%).
Dez produtos pesquisados apresentam redução de
renda em relação ao ano passado: milho (-28,1%),
algodão herbáceo
(-27,6%), tomate (-0,6), café (-14 %), cebola (-14,2%),
feijão
(-16,4%), fumo (-4,4%), pimenta-do-reino (-0,9%), soja (-2,1%) e trigo
(-18,5%). Mato Grosso tem sua agricultura alicerçada sobre a
soja,
algodão e o milho segunda safra (safrinha).
Fonte: Diário de Cuiabá-MT/Aprosoja.com
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Última Atualização ( 12 de June de 2009 )
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